quinta-feira, 5 de maio de 2011

Apenas isso


Para o Guardião de Minhas Quimeras

Porque os peixes cometem suicídio?!
- Olhe as ruas.
Nelas, há cores e sombras mais profundas.

"É entretanto referindo-se a cavalos que Werther alude à nobreza que marca todo suicídio: 'Fala-se e uma nobre raça de cavalos que, quando se sentem terrivelmente acalorados, esfalfados, têm o instinto de eles próprios se abrirem uma veia, com uma dentada, para respirar mais livremente. É o que acontece muitas vezes comigo: gostaria de me abrir uma veia, para me assegurar a liberdade eterna'"
(Fragmentos de um discurso amoroso - Roland Barthes)

Nosso estranho amor - Caetano Veloso
Arte: Klimt - The Blood of Fish

11 comentários:

  1. na imensidão não há calma
    mas é bom vez por outra
    uma veia mordida
    ...

    Beijo carinhoso.

    ResponderExcluir
  2. liberdade eterna... será possível?

    ResponderExcluir
  3. O sonho da liberdade eternaaa!!!!!!!!!!!!!!!!
    Acabamos por nos aprisionarmos em nossos próprios pensamentos e sentimentos.....
    Amei o vídeo também...

    ResponderExcluir
  4. Apenas isso?
    Quanta modéstia.
    Minhas veias abertas absorveram tudo e esse tudo já entrou na corrente sanguínea.
    Agora é tarde.
    Que faço eu?
    Cavalgo no mar?
    Nado na areia?
    Ando nas nuvens?
    Beijos e felicidades, meu anjo.

    ResponderExcluir
  5. "o que fundou a democracia
    cravada nas mãos
    fundou-se na pólvora

    e é pólen o que nos anunciará
    numa nova terra melhor"
    in "ode da liberdade I", de ana salomé

    ninguém aprende de memória
    os nomes que se despenham fora das veias
    [até porque não sai no jornal].
    e o anonimato estende-me as mãos
    que rebolam sobre o papel,
    numa carícia de tinta:
    a minha liberdade precisa do meu poema.

    beijinho, pólen!

    ResponderExcluir
  6. Aqui em frente, na Lagoa Rodrigo de Freitas, há um suicídio coletivo de peixes a cada outono, Pólen. Este ano tá demorando a começar. Já desconfio que meus amigos robalos, tainhas, savelhas e piabas andam desencantados com a morte...

    Beijos

    P.S.: Segue e-mail com proposta não muito indecente...

    ResponderExcluir
  7. Oi
    Que lindo o teu eu todo retorcido.

    Abraço.

    ResponderExcluir
  8. Minha querida, chegar aqui e encontrar Barthes... ai ai... isso é o que eu chamo de "orgasmo literário"!

    Me senti eternamente livre para múltiplas reflexões acerca deste fragmento que vc tão gentilmente nos presenteou.

    Maravilhoso!

    Beijo grande... saudades de vc!

    ResponderExcluir
  9. Apenas isso... O isso não é o 'pouco', e o apenas não é 'só'... Tudo e nada se mesclam entre o sentir e o desejo de não sentir, de não poder sentir, até de não querer sentir... Mas, é isso...ou apenas isso... ter a liberdade de escolha do 'apenas' ou do 'isso', mas poder simplesmente ser livre para escolher... Acho q Clarice nos oferta mais uma iguaria p esse banquete nos ofertado por vc:

    "Ela é tão livre que um dia será presa.
    - Presa por quê?
    - Por excesso de liberdade.
    - Mas essa liberdade é inocente?
    - É. Até mesmo ingênua.
    - Então por que a prisão?
    - Porque a liberdade ofende."
    [Clarice Lispector]

    ResponderExcluir
  10. abelha ao polen radioativo>>>SUPERMEL!!!

    beijos abelhudos.

    ResponderExcluir
  11. Calcei luvas, branca e negra
    Afastei os braços ao abraço
    Encontrei um pássaro feliz
    As uvas são amargas no Mês de Março

    Anos, dias, vidas que se perdem da vida
    Voltaram com o Sol as Andorinhas do Mar
    Quantas vagas correram adiante
    Quantas perdidas penas entre o partir e chegar

    E as pedras da ilha…
    As pedras da ilha não têm idade
    Não tem limite o amor quando é amor
    Não tem medida a extensão da saudade

    Doce beijo

    ResponderExcluir